Sua Beleza Sua História


Compartilhe aqui o que significa para você a sua verdadeira beleza, o poder de uma atitude, a sutileza de uma identidade, a sua história. Inspire a mulher brasileira, valorize a arte, transforme sonho em realidade.

Sua Beleza Sua História

DEPOIMENTOS (sem censura)

14.

Caroline

“Quando eu era mais nova eu me sentia a estranha tentando me encaixar nesses padrões que a sociedade exigia, e sem questionar muito continuava meio perdida ali naquele meio cercada de pessoas que não tinham nada a ver comigo. Durante muito tempo eu senti que não me conhecia direito, e nem tinha coragem de me abrir. Sentia que se eu fosse “eu mesma” e fugisse desses padrões, iria decepcionar muitas pessoas, principalmente meus pais. Porém de uns anos pra cá percebi que tudo isso estava me ferindo, que eu ja não cabia dentro de mim, e a vontade de me libertar era maior do que o medo dos meus pais. Um basta. Agora eu vivo para mim! Tirei o ano para me descobrir, larguei a facul e fui morar longe… Enfim, estou voltando e nada melhor que assinar em baixo com um ensaio nesse estilo que eu sempre apreciei e sonhava em fazer.

Achei que na hora h eu iria travar, não saber o que fazer ou chorar por um tapa sexo, mas eu nunca me senti tão livre, tão eu mesma na minha pele. Fazia brincadeiras, conversava e comia sem nem lembrar que estava nua, sem me preocupar em encolher a barriga ou se alguma dita “imperfeição” iria ser exposta. E hoje vendo o resultado estou apaixonada por mim, e claro com esse projeto maravilhoso que esta marcando o começo desse meu novo ciclo, onde cada clique só me deu mais força para seguir nesse caminho, buscando ser cada vez mais verdadeira comigo mesma.”

13.

Gabrielle

” Ter dúvidas sobre a sexualidade é normal e deve ser respeitada. Ter medo de se expressar por traumas de infância/adolescência não é normal. Tentativas de estupro, abusos de pessoas mais velhas (ou até mesmo da mesma idade, da mesma família) que se aproveitavam na época por você não entender, não ver malícia em nada… afinal de contas, essas histórias que passam nos jornais desde sempre sobre casos de estupro ou abuso de menores nunca poderia acontecer com você, não é mesmo?

A gente nunca acha que pode acontecer, até ACONTECER! Ter seu corpo violado vai muito além de um simples trauma, você vai ter o medo pro resto da sua vida caso não lute contra, pois a tua mente é violada, os teus sentimentos são violados, não só a tua sexualidade. O jeito como me olho ou quando me olham muda. Eu não sou responsável pela interpretação de má fé de ninguém. Eu sou o que eu sou e com isso sigo minha vida, sem dever e tentando não temer mais a minha própria existência por causa de comportamentos alheios que violaram o teu direito ao teu {infinito particular}”

12.

Alexia Pires

” Eu, assim como toda mulher, tinha o hábito de me ver de forma distorcida. Acreditava que meu corpo não me representava, muitas inseguranças, muitos medos e incertezas. Ultimamente comecei a questionar muito os meus processos internos, com o intuito de aprender a me ver e a me compreender como eu realmente sou, e não como eu “acreditava” que eu era. As vezes a gente se coloca num papel pré estabelecido por nós mesmos para definir “quem sou eu”.

“Eu sou uma mulher, branca, cabelo meio escuro, alta demais, voz fina. Tirava notas ruins na escola, nunca gostei de estudar. Toco violão. Eu sou meio insegura, tenho medo de me mostrar, de falar o que eu sinto. Ah, eu também não curto meu corpo não.”

Era mais fácil me apegar à está ideia de quem eu era. Mas ai pensei, porque eu não gosto de certas coisas? E porque eu gosto de outras? E comecei a descobrir, de dentro pra fora, que muitas coisas eu nem tinha experimentado para saber se eu gostava mesmo ou não! Viver e experimentar tudo à minha volta começou a fazer parte da minha rotina. Pessoas, lugares, comidas, musicas, danças, cheiros e gostos. Eu senti muito. E eu me surpreendi. Me surpreendi muito com muitas coisas! E percebi também, que a partir do momento que eu comecei a compreender quem eu era internamente, eu comecei a sentir uma grande necessidade de compreender como o meu externo refletia tudo isso.

Foi aí que eu conheci o Projeto Boudoir. Acredito, particularmente, que as experiências só vêm quando estamos preparados para recebê-las. Eu aceitei logo de cara. Nem sabia o porque para falar a verdade, mas eu sentia. E aceitar se mostrar, nua e crua, não se trata apenas de mostrar o seu corpo, mas de mostrar a suas vulnerabilidades, as suas inseguranças. Eu não poderia me esconder atrás do meu anel de prata que tanto gosto, nem das minhas roupas pretas e minhas tranças.  Eu não tinha outra forma de expressar me senão através de mim mesma.

Eu senti medo, pensei em varias possibilidades: insegurança, travar, desistir, arrependimento. Mas eu fui. Percebi durante o dia de ensaio muitas coisas importantes. Eu estava orgulhosa de mim. Como pode eu estar tão à vontade comigo mesma? Eu nem imaginava. É muito além de estar à vontade.

A minha personalidade, as minhas ideias e vontades transcenderam o meu corpo. Sem duvidas, essa foi a experiência que representou para mim o fim e o começo de um novo ciclo na minha vida. Eu finalmente entendi que meu corpo só será “meu” e só fará “sentido” quando eu me compreender internamente. É uma transformação de dentro para fora sem duvidas. Cada foto que eu olho eu fico sem reação. Sinto frio na barriga, aquele quando a gente está apaixonado. Porque de certa forma eu estou, por mim mesma.

Essa experiência foi uma descoberta e representou a quebra de paradigmas que eu tinha dentro de mim em relação a mim mesma. Raramente temos a oportunidade de nos olhar de diversos ângulos e formas. Percebi que sim, eu gosto do meu corpo, porque eu compreendo a minha existência dentro dele!

11.

Evelyn Tambalo

Quando o Tiago me fez o convite para participar do projeto, fiquei receosa, varias perguntas vieram a minha cabeça: fotos nua? será? quem vai ver? o que vão pensar? eu tenho coragem? vou me sentir a vontade? vão me julgar? e meu trabalho? as fotos podem me prejudicar de alguma forma? e por aí vai… vejam, somente pensamentos negativos, carregados de um tabu enorme e um medo do julgamento social. Então comecei a refletir sobre isso e pensar em quantas amarras eu tinha, baseadas em conceitos moralistas, religiosos, etc, que veem a nudez, principalmente a feminina, como algo vulgar, pecaminoso e indigno.

Os meses foram passando e eu fui podendo pensar melhor sobre essas questões e começar a perceber que a nudez é natural, nada mais do que um corpo, todo mundo tem, e ele pode ser visto como forma de arte e expressão dos sentimentos. No dia da sessão de fotos estava me sentindo preparada, depois de tantas reflexões internas, que me permitiram perceber que eu tinha muitas amarras, tabus, eu nem percebia isso antes, a partir do momento que percebi pude entrar num mergulho interno para poder soltar essas amarras e me ver como uma mulher livre, bonita, empoderada e decidida!

Durante e após as fotos um pensamento foi muito recorrente: essa sou eu! esse é meu corpo! e só! ou, e tudo! Não tinha uma roupa para me apoiar, esconder, não! Era só eu, e minha essência que transparecia através do meu corpo. Sai realmente transformada dessa experiencia. Mais a vontade comigo mesma, isso não tem preço, sentir-se bem, se conhecer e se valorizar!

Tudo isso veio ao encontro de uma fase de transformação global da minha vida, estou passando por uma transição profissional e transformação pessoal também. Agradeço a oportunidade de poder ter participado desse lindo projeto, me permitiu uma conexão mais profunda comigo mesma, com meu corpo, minha sexualidade e meu feminino.

boudoir

10.

Rafaela Lopes

“O projeto trás em sua perspectiva sentir, se conhecer, se descobrir. Trouxe para meus dias amor e compreensão do meu ser e do meu corpo.
Pode me fazer sentir dentro do que sou, com profissionais incríveis. O ser e se amar está dentro de você que transparece de fora! Beleza vem de dentro e o projeto Boudoir me fez enxergar isso, sou grata por ter tido a oportunidade de fazer parte dessa atitude incrível. Me fez me conhecer cada parte do meu corpo e cada dor ser sentida para um resultado excelente de fotos incríveis, de corpo, alma e coração. Vida longa as mulheres que se amam, a beleza está em você, basta acreditar e se aceitar. Se ame!!!

09.

Camila

Todo o processo se torna fácil com bons profissionais, digo que o mais difícil de toda essa jornada e escolher a melhor foto pra se postar… todo esse trabalho que fizemos nunca imaginei o quão importante seria pra mim, me senti em casa todos os momentos, confortável e segura, não só por fora como por dentro também,  elevou a minha auto estima, me trouxe mais personalidade e orgulho de poder mostrar a minha alma através de uma lente, e orgulho em saber que estou dentro de algo que envolva ONGs e a ajuda ao próximo com um simples gesto…. eu só tenho a agradecer por pessoas assim traçarem o meu caminho!”

08.

Beatriz

Desde o convite para participar do projeto até o dia do ensaio, eu basicamente fui corroída pela ansiedade!
Eu me senti impulsionada pelo ânimo e pela beleza do projeto pra me empenhar todos os dias até o ensaio, e assim fiz. O desafio é grande, mas quando chegou o grande dia, foi incrível. Toda insegurança e baixa auto estima foram guardadas na bolsa, e literalmente, me despi de tudo.
O resultado está sendo maravilhoso. Todo trabalho foi compensado pela beleza das fotos e pelo sentimento que tenho toda vez que vejo o produto final. Eu me sinto orgulhosa do meu desempenho e pelo trabalho sensacional do Tiago. Obrigada pelo apoio, incentivo, pelo clima tranquilizador, por serem incríveis, por tudo ❤”

07.

Erika

Participar do projeto além de ter sido uma experiência incrível me fez conhecer cada parte de mim, minha essência, minha resistência e beleza. A sociedade num todo está destinada a pensar que nudez seja algo errado, colocando como um tabu. Participar do projeto foi passar uma barreira e provar que não foi apenas nudez. Entender que os corpos que estão em todas as fotos são livres pra estar ali, em sua melhor forma é sempre entender como é bom florescer.”

06.

Bruna

Por muito tempo nós mulheres fomos ligadas a padrões de beleza, a mídia, a sociedade como é organizada nos bombardeou sem piedade e nunca estivemos preparadas para lidar bem com isso, falo por mim mesma, especialmente na adolescência e depois aos 27 anos quando fui mãe e deixei de ter o corpo “perfeito”. Hoje com a internet, claro que tudo tem seus prós e contras, eu fico bem feliz em ver mulheres libertas, ao invés de procurar um “corpo”, vamos em busca da mente, em busca do que nos faz feliz e saudável em primeiro lugar.

O Boudoir é com certeza uma parte desse caminho de conhecimento, uma vaidade boa, que faz bem. Ele é um ensaio feito primeiramente para nós que posamos.

Fazer esse ensaio com o Tiago foi uma das frentes de trabalho para essa minha busca, ter outras mulheres como eu naquele mesmo momento também fez toda a diferença, as conversas e o dia me levaram para um outro patamar, a cereja do bolo e o que me atraiu mais ainda para esse projeto são os quadros que estão sendo produzidos e pintados por ele. Genial essa mistura. O Tiago acabou criando uma nova forma de apresentar o Boudoir.”

Bruna Tau

05.

Charry

Ainda gera uma certa curiosidade das pessoas e também um certo de tabu sobre o nu. Mas para mim, um corpo é só um corpo. Não deveríamos ter vergonha dele, devia ser algo mais natural. Eu cresci em casa com a minha mãe andando pelada pela casa, então acho que já cresci com uma outra visão, para a gente sempre foi algo muito normal.

Hoje como trabalho como fotógrafa e eventualmente como modelo, uso meu corpo como meio de expressão e participar do projeto do Tiago foi uma honra. Tem todo um cuidado e atenção e acho muito legal mostrar a beleza, a forma feminina dessa maneira. Porque a beleza para mim é quando a gente está à vontade com o que a gente é. E essa aceitação que é de dentro para fora faz tudo ficar bonito.

charry jin

04.

Gabby

Nu! Algo que hoje vejo como arte, libertação e beleza. Nem sempre fui assim “desencanada”, durante muito tempo o meu próprio corpo era um tabu, o que tornava a minha vida como modelo bem difícil. Nós meninas, crescemos com essa ideia de que não podemos mostrar, se tocar, se olhar e por consequência se amar; essas são coisas que parecem banais, contudo ficam grudadas em nós como fardos. Me lembro da primeira foto de maiô que tirei e de como eu passei dias com medo dos julgamentos, pois era menina demais para entender que meu corpo é meu, meu corpo é sim templo, templo de mim, de amor, de beleza e liberdade.

Quando recebi a proposta do projeto Boudoir, algumas destas questões me fizeram pensar por alguns minutos se deveria ou não participar, mas felizmente, estava em uma fase de enfrentar desafios e ser mais justa comigo mesma. Aceitei o convite e fui com a cara e a coragem e hoje agradeço pela minha ousadia de enfrentar este “Tabu”. Desse ensaio eu levei muitas coisas, a primeira delas foi o amor pelo meu corpo e cada detalhe dele; quando eu finalmente vi a primeira foto, percebi que as curvas do meu corpo eram bonitas, então, consegui me enxergar sem o peso dos fardos, somente como ARTE.

Saí do primeiro ensaio em êxtase com a experiência de ter passando mais um limite, ter superado algo, que hoje, já não faz sentido algum e o que eu levo dessa experiência é a vontade de que toda mulher tenha a oportunidade de ver a si mesma e seu corpo, como arte, como seu; não enxergar como mercadoria ou objeto e sim como um grande amigo que nada mais passa de pele e templo de nós mesmas.

03.

Daniele

O nu é para mim o meu eu, puro e ao mesmo tempo misterioso. É como ter a alma descoberta. Se abrir, florescer. Se abster de tudo, do mundo, do que pensam. Sou eu comigo mesma. E essa é a beleza do nu: justamente descobrir-se bela. Descobrir-se. É como se fosse uma porta, onde a miopia imposta às mulheres é corrigida, e após passar por ela tudo fica limpo, você se olha no espelho ou a sua foto nua e se enxerga, de uma forma que não conseguia antes. Então, o nu artístico não é só sobre passar por cima do que a sociedade impõe, mas é também quebrar regras e limitações que nós colocamos a nós mesmas, por inúmeros motivos que, com certeza, não são maiores que nós. O nu serve para que possamos ver o real, a verdade, e acreditar que nós somos maiores que tudo isso.

Eu já conhecia o Projeto Boudoir há um tempo, seguia o Tiago no Instagram e sempre achei o trabalho dele maravilhoso. Quando marcamos o ensaio, ali já começou o frio na barriga. Ali já foi uma grande tomada de decisão. E nesse momento você já deixa para trás a indecisão. O medo. Você vai se descobrindo antes mesmo do ensaio, do quanto existe uma mulher forte e decidida em você que muitas vezes não se mostra.

E no ensaio, ela vem à tona. O Tiago tem uma abordagem tranquila, porque é algo tranquilo, é algo natural. Se despir é libertador e as fotos são o registro dessa libertação. Eu sempre me achei estranha e desengonçada, meio desproporcional e alienígena. Mas mudamos muito depois de um ensaio boudoir. Eu ainda ando a me descobrir, cada dia uma parte nova, cada dia uma parte que eu não conhecia. Agora eu vejo beleza na estranheza que há em mim, e eu gosto.

Dentro de mim é só gratidão, por poder me realizar, me autodescobrir, e gostar de mim exatamente como eu sou.”

02.

Bianca

Toda mulher já se sentiu pressionada por achar que não pertence a um grupo perfeito de beleza, já se julgou ao se olhar no espelho e procurar defeitos que talvez nunca existiram, mas a pressão é tamanha que você nunca está satisfeita preciso mudar isso, isso aqui também não está bom. As vezes isso foge tanto do controle que acaba afetando nossa saúde física e principalmente a mental. Quando uma mulher realmente se descobre, e se ama do jeito que ela é. Isso sim é a verdadeira beleza, ela se sente maravilhosa na própria pele, e tudo bem ter uns quilinhos a mais, tudo certo em ser baixinha com pernas grossas, tudo normal não ter aquele corpo bombado da academia, sua saúde em primeiro lugar, se ame, se aceite, você é única e isso que te faz linda. Se perguntarem hoje o que é verdadeira beleza para mim, eu responderia aceitação é você se se sentir poderosa e confortável no seu próprio corpo mesmo que ele não seja o padrão imposto. Somos lindas de maneiras diferentes.”

foto boudoir

01.

Roberta

Acredito que vivemos em um mundo onde a maioria das pessoas veem a nudez e a sexualidade feminina como algo impuro, errado, subjugada, censurada moralmente. E vejo que isso acontece porque a sociedade vê a mulher como um ser que deve se manter imaculado. Lamentavelmente ainda é tratada com preconceitos, não podendo expressar a sua vontade e coragem de se mostrar, de expor seu próprio corpo e desejos.

Para mim, participar desse projeto é vencer o pudor que nos cerca, é mostrar a minha personalidade, minha beleza e satisfação comigo mesma, livre de qualquer repressão moral ou religiosa. Através desse belo projeto do Tiago Ferigoli, vejo como uma das formas de desmistificar e romper com tabus sobre a sexualidade feminina.